21 Maio, 2008
Um livro de 2002, de autoria de James Zull, com o título acima citado (The art of changing the brain) traz dicas importantes sobre como facilitar os processos de aprendizagem a partir de conhecimentos oriundos das neurociências. Aqui vão algumas pistas, resumidas por Clive Shepherd, do blog Clive on Learning .
- A premissa fundamental : “Aprendizado é mudança. É mudança em nós porque é mudança no cérebro. Nesse sentido, a arte de ensinar deve ser a arte de mudar cérebros. Ou, mais precisamente, “criar condições que levem à mudança no cérebro do aprendiz“. Ou ainda, “Na medida em que o aprendizado é algo tão sério, nenhuma influência externa ou força pode fazer um cérebro aprender. Ele irá decidir por sua própria conta. Nesse sentido, uma regra importante para ajudar as pessoas a aprenderem é ajudar o aprendiz a sentir que está no controle”.
- Relevância é fundamental – “Se as pessoas acreditam que é importante para suas vidas, elas irão aprender. É simples assim.” “Se queremos que as pessoas aprendam, devemos fazê-las ver como tal coisa é importante para a vida delas”.
- Sobre recompensas e motivação – ”Quando tentamos ajudar alguém a aprender oferecendo uma recompensa extrínseca, há grande chance de o aprendizado ser reduzido”. Por quê? “A primeira coisa que nosso cérebro vê em uma recompensa ou punição é uma perda de controle”. Então”nós vislumbramos todos os tipos de modos de obter a recompensa sem aprender”. Por outro lado, “recompensas extrínsecas podem motivar um aprendiz a começar algo. Frequentemente as pessoas não sabem exatamente o que irão desfrutar”. E “recompensas extrínsecas podem também sustentar um aprendiz em tempos de pressão e dificuldade”.
- Sobre memória: “Se nós não usamos ou repetimos coisas, nossa memória esmaece. E ainda, se algo faz sentido para nós ou nos engaja emocionalmente, podemos também recordar quantidades surpreendentes de detalhes”.
- Sobre conhecimento prévio: “Todos os aprendizes, mesmo os recém-nascidos, possuem algum conhecimento prévio. Este é persistente _ as conexões nesta rede física de neurônios são fortes. Elas não desaparecem com um comentário contrário de um professor. Além disso, “conhecimento prévio é o começo do novo conhecimento. ´É por onde todos aprendizes começam. Eles não têm escolha.” E uma vez mais para ênfase. “Ninguém pode compreender algo que não esteja ligado de algum modo com algo que eles já sabem”.
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