Um livro de 2002, de autoria de James Zull, com o título acima citado (The art of changing the brain) traz dicas importantes sobre como facilitar os processos de aprendizagem a partir de conhecimentos oriundos das neurociências. Aqui vão algumas pistas, resumidas por Clive Shepherd, do blog Clive on Learning .

  • A premissa fundamental : “Aprendizado é mudança. É mudança em nós porque é mudança no cérebro. Nesse sentido, a arte de ensinar deve ser a arte de mudar cérebros. Ou, mais precisamente,  “criar condições que levem à mudança no cérebro do aprendiz“.  Ou ainda, “Na medida em que o aprendizado é algo tão sério, nenhuma influência externa ou força pode fazer um cérebro aprender. Ele irá decidir por sua própria conta. Nesse sentido, uma regra importante para ajudar as pessoas a aprenderem é ajudar o aprendiz a sentir que está no controle”.
  • Relevância é fundamental – “Se as pessoas acreditam que é importante para suas vidas, elas irão aprender. É simples assim.” “Se queremos que as pessoas aprendam, devemos fazê-las ver como tal coisa é importante para a vida delas”.
  • Sobre recompensas e motivação –  ”Quando tentamos ajudar alguém a aprender oferecendo uma recompensa extrínseca, há grande chance de o aprendizado ser reduzido”. Por quê? “A primeira coisa que nosso cérebro vê em uma recompensa ou punição é uma perda de controle”. Então”nós vislumbramos todos os tipos de modos de obter a recompensa sem aprender”. Por outro lado, “recompensas extrínsecas podem motivar um aprendiz a começar algo.  Frequentemente as pessoas não sabem exatamente o que irão desfrutar”. E “recompensas extrínsecas podem também sustentar um aprendiz em tempos de pressão e dificuldade”.
  • Sobre memória: “Se nós não usamos ou repetimos coisas, nossa memória esmaece. E ainda, se algo faz sentido para nós ou nos engaja emocionalmente, podemos também recordar quantidades surpreendentes de detalhes”.
  • Sobre conhecimento prévio: “Todos os aprendizes, mesmo os recém-nascidos, possuem algum conhecimento prévio. Este é persistente _ as conexões nesta rede física de neurônios são fortes. Elas não desaparecem com um comentário contrário de um professor. Além disso, “conhecimento prévio é o começo do novo conhecimento. ´É por onde todos aprendizes começam. Eles não têm escolha.” E uma vez mais para ênfase. “Ninguém pode compreender algo que não esteja ligado de algum modo com algo que eles já sabem”.

Gostou? Leia mais em Clive on Learning . (Em inglês)

De versões do You Tube para professores até sistemas de gestão de aprendizagem sem anúncios a nos impacientar, é grande o número de ferramentas de mídia social para educadores versão 0800. Confira. (Em inglês)

Em 2005, o T.H.E. Journal publicou matéria com o título supracitado, que ainda me parece atualíssima, dada a resistência de nossos professores em dominar estas habilidades. (Em inglês)

2007 vai ficar marcado como o ano em que universidades brasileiras abriram seu capital. O assunto é polêmico. Mas não para os editores da revista que publicou este artigo, pelo visto.

A América Latina de um modo geral envia poucos universitários ao exterior para um período de estudos. Especialistas asseguram que as vantagens do intercâmbio são imensas para quem o faz. Saiba aqui por quê.

Pelo menos na Grã-Bretanha, começa a aumentar o nível de contratação de graduados em filosofia. Dados da Agência de Estatísticas do Ensino Superior revelam que enquanto o número de empregados (contratados seis meses depois de formados) em tempo integral ou parcial em todas as habilitações profissionais subiu 9% entre os períodos de 2002-2003 e 2005-2006, para os graduados em filosofia esta cifra alcançou os 13%.

A resposta para o fenômeno pode se encontrar na familiaridade destes graduados com o pensamento analítico, com as idéias claras e com a formulação de questões.

De fato, os tempos são outros.  

Nicholas Negroponte atualmente está totalmente envolvido com seu projeto intitulado One Laptop Per Child. Dos 365 dias do ano, viaja 300 para promover sua mais recente utopia. Recentemente, o 60 Minutes, da CBS, entrevistou-o sobre o assunto. Em uma reportagem bastante detalhada, Negroponte teve a oportunidade de acusar a Intel de conduta desleal para com ele. Mais tarde, fez as pazes com a Intel. Outra matéria publicada na blogosfera fala dos prós e contras dos laptops envolvidos no projeto. Acompanhe este debate e tire suas próprias conclusões. Em tempo, o Brasil avalia três tipos de laptops distintos para decidir sobre a compra de um deles para a rede pública de ensino. Depois de ler todos estes links, você terá uma visão completa do projeto. A moral da história é a seguinte: Não há projeto filantrópico de inclusão digital que resista ao poder do mercado.

Paris, 6 jun (EFE) – A corrupção é um fenômeno generalizado nos sistemas educacionais do mundo e tem um custo alto, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Os analistas Jacques Hallak e Muriel Poisson, do Instituto Internacional de Planejamento Educacional (IIPE), são os autores do estudo apresentado hoje na sede da Unesco em Paris.

O documento indica que a corrupção na educação e em setores afins como o editorial, a construção e a alimentação “prejudica seriamente os sistemas educacionais no mundo”. Má gestão de fundos, licitações públicas adulteradas, fraudes nas provas, percepções ilegais de direitos de matrícula, subornos e corrupções em contratações e promoções fazem parte dos crimes mais freqüentes, de acordo com o relatório. No ensino superior, os tipos de corrupção também são variados e vão desde fraudes na educação à distância a títulos imaginários e universidades fictícias, cujos números passaram de 200, em 2000, a 800 em 2004.

O objetivo do estudo “não é denunciar, mas ser útil”, disse à agência Efe Hallak, após indicar algumas conquistas obtidas na América Latina, região na qual “há grandes problemas” em matéria de corrupção e educação, admitiu o pesquisador. “Não somos agentes da Polícia nem da Justiça”. O objetivo é “ajudar os países em desenvolvimento”, e, para isso, tentam “mostrar que há um problema, mas também há países que encontraram soluções”, explicou Hallak.

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A grande atração da internet atual são os blogs. No entanto, muitos professores ainda desconhecem do que se trata.

Aprofunde seus conhecimentos sobre o assunto aqui.

Um manifesto assinado por 23 diretores de unidade da Unicamp faz uma exposição sobre o panorama geral das três universidades públicas e apresenta uma lista de solicitações para o governo

Leia aqui.

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